Alunos recebem certificação em BLS, ACLS e PALS antes de se formarem

Sair da faculdade de medicina com certificação internacional para o atendimento de urgências é um privilégio de raros recém-formados. Receber essa certificação a partir do 6º ano é mais do que um sonho. Esta competência profissional é fundamental pois um dos primeiros cenários onde o médico trabalha depois que se forma é num pronto socorro ou numa UPA, ambos recebendo muitos pacientes.

 

De acordo com o último levantamento do Ministério da Saúde (setembro 2017), 300 mil pessoas sofrem de problemas no coração, o que corresponde a uma vida perdida a cada 40 segundos. Entre as ocorrências mais comuns estão o Acidente Vascular cerebral (AVC), com 100 mil casos; seguido pelo infarto, com 85,9 mil casos. Doenças relacionadas à hipertensão chegam a 46,8 mil registros e 27,3 mil são de insuficiência cardíaca. Além disso, ainda que menos frequente neste grupo, as mulheres são as principais vítimas de infartos no País e somam 60% dos óbitos pela doença.

Desde o ano passado, a Faculdade de Medicina FACERES de São José do Rio Preto é a primeira e única faculdade do Brasil, até o momento, em que os alunos ao se formarem já saem com essa certificação.

O credenciamento com a AHA – American Heart Association (Associação Americana do Coração), proporciona a habilitação da FACERES para lecionar e treinar parceiros da medicina por meio dos cursos oferecidos pela instituição americana. Sendo eles: BLS (Basic Life Support / Suporte Básico de Vida), ACLS (Advanced Cardiovascular Life Support / Suporte Avançado de Vida em Cardiologia) e o PALS (Pediatric Advanced Life Support / Suporte Avançado de Vida em Pediatria).

O Curso BLS é destinado aos profissionais de saúde em geral (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, técnicos de enfermagem e qualquer outra profissão da área de saúde). As aulas são essencialmente práticas com simulação em manequins. Os participantes serão treinados para o reconhecimento de situações de emergências que apresentem risco de vida e para prestar imediato atendimento de forma adequada.

O curso ACLS foi desenvolvido para padronizar o treinamento em emergências cardíacas, ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e a abordagem ao paciente com acidente vascular encefálico (AVE). As aulas são voltadas para o atendimento das principais causas de morte no mundo atual: Doenças do aparelho circulatório. O terceiro curso é o PALS, desenvolvido para profissionais da saúde que conduzem ou participam do atendimento a pacientes pediátricos, seja em ambiente pré-hospitalar ou hospitalar, padronizando o treinamento em emergências cardiovasculares e respiratória, com o objetivo de sistematizar condutas em crianças e lactentes.

A faculdade segue fielmente as condutas da AHA – AMERICAN HEART ASSOCIATION e foi certificada como Centro de Treinamento pela diretora da América Latina, a norte americana Professora Wanda Miranda, que visitou a faculdade em 2016.

“Este é um item obrigatório aos estudantes da FACERES. Para isso acontecer, a faculdade promoveu o treinamento dos seus docentes, que hoje são habilitados como instrutores da AHA, essa é uma certificação de nível mundial,” declara o mantenedor da faculdade, Dr. Toufic Anbar Neto.

Os cursos são certificados pela American Heart Association (Associação Americana de Cardiologia – a mais respeitada no mundo) que padronizou os treinamentos de suporte básico e avançado de vida. A AHA, como é conhecida, é uma organização sem fins lucrativos que há 90 anos se dedica a combater doenças cardiovasculares responsável por estabelecer os protocolos e produtos para realização dos primeiros socorros e no mundo todo.

A previsão é que a FACERES promova mais de 500 capacitações por ano, colocando-a entre os 10 maiores centros do Brasil. O centro de treinamento FACERES capacitará também profissionais das entidades parceiras e seus hospitais escola.

“A parceria é de grande importância não apenas para profissionais da área da saúde, que têm a oportunidade de capacitação especializada, mas também para a população e pacientes que receberão atendimento de qualidade”, comenta Toufic.

Conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as mortes causadas por doenças cardiovasculares causam o dobro de mortes decorrentes de todos os tipos de câncer juntos, 2,3 vezes mais que todos os óbitos por acidentes e violência, 3 vezes mais que as doenças respiratórias e 6,5 vezes mais que todas as infecções, incluindo a aids.

A Sociedade Brasileira criou o “cardiômetro”, que mede um pouco desses dados.

Em 2016 foram 349. 938 mortes e até abril de 2017, os números chegaram a mais de 97 mil mortes.

            “Estamos formando médicos diferenciados que estarão aptos a atender situações críticas e comuns do sistema de saúde”, finaliza Toufic.